Luiz Claudio Tavares Silva - 2008



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Lei Seca
ARTIGOS - 7/15/2008 17:01 por luizctsilva
LEI SECA

Até mesmo durante a ressaca o bafômetro poderá registrar vestígios de álcool no corpo.
Médica da Abramet esclarece questões sobre a nova legislação de trânsito.

A nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, deve provocar uma mudança de hábitos da população brasileira. O consumo de qualquer quantidade de bebidas alcoólicas por condutores de veículos está proibido. Antes, era permitida a ingestão de até 6 decigramas de álcool por litro de sangue [o equivalente a dois copos de cerveja].
Quem for pego dirigindo depois de beber, além da multa de R$ 955, vai perder a carteira de motorista por 12 meses.
Segundo Marcos Pantaleão, advogado da Comissão de Direito de Trânsito da OAB de São Paulo, o motorista que se recusar a fazer exames de bafômetros e de coleta de sangue para verificar a quantidade de álcool consumido estará sujeito às penalidades do artigo 165, do CTB. 'Este dispositivo, em tese, fere o princípio constitucional que ninguém é obrigado a produzir prova contra si próprio', afirma.


Para esclarecer algumas questões mais freqüentes, o G1 ouviu a médica fisiatra Júlia Greve, do Departamento de Álcool e Drogas da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego [Abramet].

1- Quanto de álcool é permitido beber antes de dirigir com a mudança?
Nada.

2- Quanto tempo o álcool permanece no sangue após o consumo e depois de quanto tempo o motorista poderá dirigir?
Um copo de cerveja demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo. Uma dose de uísque, que é bem mais forte do que a cerveja, demora mais tempo do que isso. O mais garantido é que o motorista possa dirigir depois de 24 horas. Se estiver de ressaca e com sintomas provocados pela grande quantidade de álcool consumida, o melhor é ficar em casa. Este é o momento em que o álcool começa a ser tóxico e permanece no corpo por mais tempo.

3- Como o índice de álcool no organismo do motorista vai ser verificado?
De três maneiras: O bafômetro e o exame de sangue são mais sensíveis para detectar dosagens alcoólicas. O exame clínico é menos sensível para a dosagem, mas serve para indicar sinais de embriaguez como olho vermelho, alegria excessiva e falta de coordenação motora, por exemplo.

4- Quando não há bafômetros disponíveis no local da fiscalização, o motorista é obrigado a fazer exame de sangue?
Se o policial tiver indícios fortes de embriaguez do motorista, com testemunhas, por exemplo, ele pode exigir, sim, uma amostra do sangue ou a chamada de um médico para diagnosticar a embriaguez. A ausência do bafômetro, no entanto, pode permitir o questionamento da identificação da embriaguez. O policial precisa ter evidências de que o motorista está embriagado para requerer o exame de sangue ou o exame clínico no motorista.

A pessoa pode se recusar, mas o policial também pode exigir que o motorista seja examinado por um médico-perito.

5- O uso de medicamentos pode alterar o resultado do exame do bafômetro?
Só se o medicamento tiver álcool em sua composição. Depende também da quantidade ingerida e da dosagem do medicamento.

6- A bebida alcoólica usada no preparo de uma sobremesa pode ser detectada no exame de sangue ou no bafômetro?
A quantidade é menor, mas também será detectada pelo exame de bafômetro e de sangue.

7- A lei vale para todos os motoristas e em qualquer lugar?
A lei vale para qualquer condutor e em qualquer lugar onde puder circular um veículo. A fiscalização será feita tanto por policiais rodoviários federais como por policiais militares. Quando existir convênios na área da segurança, guardas municipais e policiais civis também poderão fazer a fiscalização.

8- A ‘lei seca’ pretende reduzir acidentes no trânsito?
A lei dá uma segurança maior sobre a questão do trânsito, mas é falha quando se fala sobre o bafômetro. Antes de entrar em vigor, todos os pontos de fiscalização e os policiais responsáveis por este trabalho deveriam ser melhor equipados. A fiscalização tem de ser permanente.

A grande questão é saber se a polícia vai ter condições de fiscalizar um número maior de pessoas. Acho que a própria polícia vai modular essa fiscalização, usando o bom senso. Se fizer uma blitz em uma grande avenida de São Paulo, por exemplo, em dias de fim de semana, vai pegar muita gente embriagada.
fonte: G1
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Água - Falta de água no Brasil
ARTIGOS - 3/25/2008 17:59 por luizctsilva
Prof. Silvio Araujo de Sousa

Mundo - Vai faltar água?
Segundo as projeções mais recentes da ONU, no ritmo de uso e do crescimento populacional, nos próximos 30 anos, a quantidade de água disponível por pessoa estará reduzida a 20% do que temos hoje. Cerca de 480 milhões de pessoas são hoje alimentadas com grãos produzidos com extração excessiva dos aqüíferos.

A Guerra pela Água
O mundo está descobrindo que a escassez de água não é uma questão exclusiva de quem mora em regiões desérticas. Neste século, a água está se tornando a questão central por trás dos grandes conflitos no planeta. E deveria preocupar os brasileiros também.

Brasil - um país privilegiado
O Brasil é um país privilegiado num planeta sedento. Tem cerca de 14% de toda a água doce que circula pela superfície da Terra. Mas a distribuição dessa abundância é desigual.
Cerca de 80% da água disponível está na Bacia Amazônica por outro lado maior parte da população - e da atividade econômica - do país está em grandes centros urbanos na região sudeste, mais próximo da bacia do Prata, onde a oferta de líquido potável é cada vez mais escassa.

São Paulo - a maior cidade do país importa água
A maior cidade do país, São Paulo, está perto do limite. O volume de água de rios e represas disponível hoje é praticamente igual à demanda da população.
A metrópole, de certa forma, já importa água. As represas da região metropolitana, abastecidas por nascentes, só dão conta de de do consumo da cidade. O resto é bombeado da Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, cujas águas naturalmente correriam pelo interior do Estado.

Brasil - O Conflito Já Começou
A disputa pela água no Brasil já deixou o Agreste nordestino, chegando ao Sul e Sudeste. Estudo da ONU menciona conflitos pelo uso da água dos rios Paraíba do Sul, Piracicaba, Capivari - na Região Sudeste.
Na região metropoliatna de Porto Alegre, cidades como Santo Antônio da Patrulha, Gravataí, Alvorada e Cachoeirinha, uma área, que reúne 650 mil habitantes, no verão, a estiagem faz a vazão do rio Jacuí cair 40%. Nos anos mais críticos, o Ministério Público precisa intervir para garantir a prioridade da população e não para a atividade agrícola.

Privatizar é a tendência mundial
Os defensores da privatização afirmam que só ela é capaz de gerar recursos para a exploração e gestão da água. Trata-se de um fator essencial no caso de países como o Brasil, onde o desafio ainda é garantir água tratada para todos.
Hoje, 10,7% dos domicílios do país não têm água encanada e 23,3% não contam com rede de esgotos.O Ministério das Cidades estima que seria preciso investir R$ 178 bilhões para que os brasileiros tenham água e esgoto até 2020.

O preço da água
No Brasil, já há iniciativas como o Comitê de Bacias do Rio Paraíba do Sul, uma região que concentra indústrias entre o Rio de Janeiro e São Paulo.
As empresas instaladas na região pagam para tirar água do rio e para devolvê-la à rede de esgoto. Quanto mais poluída estiver a água, maior o preço. Isso resultou na implantação de métodos mais eficientes para usar o recurso, diminuindo o consumo e aumentando o índice de reutilização de água.

Escassez de água no Brasil?
Como entender a escassez de água no Brasil, quando aprende-se na escola que o país tem a maior bacia hidrográfica do planeta e foi abençoado com chuvas tropicais abundantes. Mas o país mal dá conta de abastecer sua população. Sem uma mudança nessa auto-imagem, é complicado estimular o uso racional do recurso. A taxa de água não reflete sua escassez nos rios.

Estratégias para o uso racional
Precisamos começar a agir agora para não termos problemas no futuro. A primeira ação é usar a água de forma eficiente e adotar tecnologias mais eficazes. Hoje algumas empresas constroem condomínios residenciais com cuidados extras no uso da água. Como por exemplo a água do chuveiro e da pia dos banheiros é tratada e reutilizada nos vasos.
A água coletada da chuva é usada para irrigar os jardins. Os chuveiros também têm redutores de vazão. As torneiras só liberam água quando você aperta um botão. O sistema, chamado temporizador, é cada vez mais comum em sanitários públicos, mas não nas casas. Esses cuidados podem reduzir em até 30% a taxa do condomínio.

Respeito ao meio ambiente
Outra estratégia para evitar uma futura escassez de água no Brasil é algo que parece evidente: parar de matar as nascentes.
O desmatamento e a pavimentação do solo, para construir casas e estradas, estão secando os mananciais de água pura que alimentam rios e lagos. Esse é o drama de São Paulo, uma cidade cuja periferia cresce com favelas que ocupam irregularmente o último cinturão verde.

O preço da água potável
Captar e distribuir água de uma represa limpa é 200 vezes mais barato que fazer o mesmo com a água poluída que escorre de bairros residenciais ou zonas industriais.
'Esse incentivo econômico é nossa esperança para desestimular quem acha que é melhor cortar a floresta para criar um loteamento clandestino', diz o engenheiro florestal João Guimarães, da Boticário.
A intenção é evitar que os sitiantes de São Paulo destruam as nascentes da água que, por ironia, os próprios sitiantes bebem - o retrato fiel de um país que ainda vive a ilusão da abundância.

fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2617/1/AGUA---FALTA-DE-AGUA-NO-BRASIL/Paacutegina1.html
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Obrigação na medida certa
ARTIGOS - 3/17/2008 09:45 por luizctsilva
Bom sinal se...
A escola prepara o aluno para
ser autônomo, de modo a fazer as lições sem depender dos pais

Sinal de alerta se...
A tarefa não exercita a criatividade,
a análise e dá mais valor à memorização das informações

Alguns pais vêem na lição de casa uma forma de seus filhos se manterem ocupados. A idéia é que, enquanto eles preenchem páginas e páginas de exercícios ou estudam capítulos inteiros do livro, não sobra tempo para programas inadequados ou excesso de televisão, games no computador, baladas com a galera... Tudo isso é verdade. No entanto, é também um raciocínio bastante equivocado do ponto de vista educacional.
Para começo de conversa, a lição de casa não deve servir para acobertar a dificuldade dos pais em estabelecer regras. A criança precisa ter claro quais são os seus deveres, o que não lhe é permitido e compreender as razões desses limites. Ou seja: não vai ficar a tarde inteira diante da TV porque os pais acham que ela deve se dedicar a uma atividade mais enriquecedora, cultural ou esportiva, por exemplo, e não porque 'tem lição pra fazer'.
Além disso, dizem os educadores, o volume de lição da casa não está diretamente relacionado ao grau de aprendizado. As tarefas devem primar pela qualidade, em vez da quantidade. De nada adianta resolver dez problemas de matemática que abordam apenas um ou dois itens do extenso programa. O que vale não é a repetição e a memorização, mas a compreensão do que se está fazendo. Portanto, além de explorar o material didático adotado pela escola, os professores devem ainda estimular a pesquisa, o trabalho em grupo, as atividades de campo [uma entrevista com os avós, para falar sobre seus países de origem, por exemplo].
As escolas mais tradicionais, chamadas conteudistas, costumam passar muita lição de casa como recurso para reforçar e gravar o que foi visto em sala de aula. Nas instituições mais modernas, a carga é menor, em especial para os alunos das primeiras séries – primeiro porque nessa fase a lição é encarada acima de tudo como um treinamento para adquirir responsabilidade, disciplina; depois porque leva-se em conta as características naturais das crianças pequenas, que costumam se dispersar com mais facilidade e não agüentam ficar sentadas por muito tempo.
Um hábito comum em muitas famílias, de a mãe ou o pai sentarem ao lado do filho diariamente para fazer a lição, é outro erro apontado pelos educadores. Uma das principais funções da lição de casa é ajudar o aluno a adquirir autonomia, estudar por sua própria conta, tentar encontrar por si só as soluções para os problemas. Se criam a rotina de compartilhar o momento da tarefa com seus filhos, os pais tolhem essa possibilidade de crescimento.
Eles devem participar da vida escolar das crianças e dos jovens sim. Acompanhar o que estão aprendendo, folhear os livros didáticos, olhar as lições. Mas colaborar ou ajudar, apenas quando foram solicitados, sem se antecipar à necessidade do aluno e, principalmente, sem fazer dessa ajuda uma obrigação.

Revista Escola
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